To the center of the city in the night, waiting for you.

Meu ópio, meu floco de neve, meu canto de paz, meu anjo, meu oasis.

O frio da noite me traz a nostalgia, e o ônibus me leva até ela. O vento que bate no rosto faz transparecer a palidez do meu interior, que por sua vez fragilizado, se esforça para enrugar-se em um sorriso ao cumprimentar o trabalhador noturno.
Desço do ônibus e esboço um sorriso tímido, torcendo para que a caminhada seja curta no caminho que me resta. É quase centro, porém as politicagens de arrecadação de impostos fazem com que o bairro seja outro. Coloco uma música que me inspire, e marcho firme em direção ao seu reduto, seu esconderijo, seu ninho. Me distraio com a pressa dos passantes, mas nada é mais importante do que dobrar a primeira a esquerda, primeira a direta e depois primeira a esquerda.Apenas isso passa em minha mente, e só isso importa, afinal faltam poucos metros para que finalmente o rosto dela descanse ao lado do meu.
Ligo para essa, sem intenção de ser atendido, apenas para fazer como havia sido combinado para avisa-la de que eu estava perto. Dobro a última esquina, caminho poucos metros, e a vejo sentada me esperando.

Estou em casa, mesmo na rua, na calçada, no meio fio, embaixo do viaduto, dentro do bar, na sinuca, e até mesmo em cima do palco, estou em minha casa.

Porque a minha casa, é ao lado dela.

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