Hm, whatever

Noite de quarta feira, e aquela conhecida mística melancólica se apossa de mim sem pedir licença.

O desimportante caminha na rua com olheiras que não são causadas por falta de descanso do corpo, mas sim por razões tão profundas quanto as marcas abaixo de seus olhos.
O problema desse sujeito não é a falta de felicidade ou o excesso de tristeza. A questão é a falta de impacto que as emoções trazem a ele.
“Tanto faz” é a expressão preferida de alguém que já foi exigente e teimoso, “pode ser” se tornou um bordão na hora de escolher o que comer ou o que vestir. Triste admitir isso abertamente, mas quando o desanimo é tanto, a obrigação de cumprir com as atividades diárias se torna o único motivo para levantar-se da cama.

Acorda. Pega ônibus. Trabalha. Almoça. Trabalha. Pega ônibus. Estuda. Pega ônibus. Escreve. Dorme. Repete.

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